A arquitetura programável, interativa e atualizável em real-time aos poucos se torna uma realidade. Desde quando conheci o projeto Trans-ports de Kas Oosterhuis, não imaginava que aquilo poderia realmente um dia ser executado. Via-o como um experimento entre virtualidade e espaço real, mais para virtual que real, tipo de "arquitetura de servidor"*; e apesar dos testes que a equipe de Oosterhuis realizou na Holanda, a construção de Trans-ports nunca foi uma realidade. Porém, recebi a noticia que a empresa alemã Festo desenvolveu uma parede que reage a presença humana, configurando-se e moldando-se através de sensores. Oriunda da robótica e da automação industrial, essa parede certamente em breve poderá ser aplicada por inúmeros projetos nos centros de excelência em arquitetura e construção. Já estou até vendo um Zaha Hadid ou um Gehry com essas paredes mechendo-se com o passar das pessoas.
Creio que a arquitetura sempre foi uma espécie de arte, algo próprio dela mesma, um campo especial de experimentação poética e tecnológica (pra dizer algo mais que "técnica"). E, junto com os avanços que as artes visuais atingiram com a revolução da multimídia, a arquitetura também se desenrola como um show a parte.
Veja abaixo o vídeo da Festo sobre as paredes interativas, que também parecem uma obra de arte minimalista.
* - O que chamo carinhosamente de "arquitetura de servidor" deve ser compreendido no mesmo sentido de 'arquitetura digital'.
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