Mas é na superfície que os olhos pousam e caminham.
Pontos, linhas, curvas, retas, superfícies, volumes, concavos e convexos...
Nada escapa do olhar.
Podemos ver e não tocar.
Mas diante do Poder da Forma,
Os olhos vêem e tocam.
A primeira experiência do homem com o objeto adorado é visual:
O primeiro amor, o príncipe encantado,
A princesa com cachos dourados, a virgem com olhos de mel,
O ídolo sobre o templo, a imagem que peregrina,
O barro que se transforma em vaso,
O vaso que dá de beber ao sedento.
O peão se extasia ao passar da musa.
Todo seu desejo se transforma em som: fiu fiu!
O turista queda-se diante do Guggenhein Bilbao.
E mesmo quem distante viu balbucia: Oh!
Como pode algo esconder a essência e, ao mesmo tempo, transformar-se em essência?
Somente o Poder da Forma o pode!
Somente ele faz a pedra emitir som.
Somente ele pode fazer o estático mover-se em nossa direção.
E ficar pra sempre na memória.
Kostas, 4/11/2008
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